Locomotiva 2-6+6-2 Mallet Alco 1005 {ex. 605 da Estrada de Ferro Paraná] em operação na Rede de Viação Paraná - Santa Catarina, fotografada por volta de 1950 após a revisão geral nas oficinas de Curitiba, PR. Foto acervo RFFSA.
Este muitas outras fotos estão no livro "Locomotivas articuladas: as gigantes da era do vapor no Brasil" publicadas pela Memoria do Trem.
ESTRADA DE FERRO CENTRAL DO BRASIL LINHA DO CENTRO Km7,742
ESTAÇÃO SAMPAIO
RIO DE JANEIRO BRASIL
A serviço da Supervia ainda em operação cedida a uma quarteirização a AMBIPAR
Ex-RFFSA, ex-CBTU STU-RJ, o sufixo H indica que ela pertenceu a Superintendência de Trens Urbanos do Rio de Janeiro (STU-RJ), já a série 644 indica que ela foi adquirida pela RFFSA, a não ser que ela tenha sido leiloada nos anos 90 e por alguma sorte manteve o número (o que eu acho difícil já que os equipamentos privados recebem outra série de numeração) ela deveria pertencer a SuperVia através da comuta de equipamento entre RFFSA SR-3 > RFFSA STU-RJ > CBTU STU-RJ > Flumitrens > SuperVia {Comentário Fernando Dos Santos comentou, Obrigado Amigo}
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
22 FOTOS EXCLUSIVAS DE MINHAS LENTES https://www.facebook.com/media/set?vanity=100004410258876&set=a.3490982284392079
Alco FA-1 "Biriba" 3201‘ (Esse é verdadeiro número dela) a histórica locomotiva do Rio de Janeiro que está se deteriorando no galpão da Estação Leopoldina Estas locomotivas foram utilizadas para tracionar os trens de passageiros ligando a Cidade do Rio a São Paulo e Belo Horizonte nas décadas de 1950, 1960 e 1970 Ano de 1948 chegaram ao Rio de Janeiro, mais precisamente à Estrada de Ferro Central do Brasil, 12 locomotivas ALCO FA-1, vindas dos Estados Unidos. Naquele tempo, era comum os trabalhadores das ferrovias apelidarem os trens. Essas máquinas estadunidenses passaram a ser chamadas de “Biribas”, em homenagem ao cachorro mascote do clube campeão ano1948 "Botafogo de Futebol e Regatas".
As 12 unidades, que vieram para o Brasil de Nova York entre janeiro de 1946 e maio de 1959, foram desenhadas pelo famoso projetista Ray Stevenson Patten, da General Electric, e tinham um design de unidade de cabine que as diferenciava de qualquer outra locomotiva de sua época. Foi justamente esse estilo que provocou o apelido. A “cara” do trem lembra o focinho de um cachorro. Por isso, “Biriba”.
Estas locomotivas, de propulsão Diesel Elétrica, foram utilizadas para tracionar os trens de passageiros ligando a Cidade do Rio de Janeiro à Cidade de São Paulo (Trem Santa Cruz) e entre a Cidade do Rio de Janeiro e a Cidade de Belo Horizonte (Trem Vera Cruz) nas décadas de 1940, 1950, 1960 e 1970.
O tempo passou e o time de Biribas diminuiu pouco a pouco, quase sempre no esquecimento de algum depósito com sucateados velhos trens. Hoje só resta uma. (Foto de Minhas Lentes) que está tendo o mesmo destino das outras 11. No pátio da Estação Leopoldina, na região central da cidade do Rio, a locomotiva está se deteriorando, já bastante danificada.
“O esforço atual da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária – AFPF – é para tentar salvar a Locomotiva ALCO FA-1 da perda total. Essa é a última Locomotiva existente no Brasil, das 12 que foram compradas pela antiga empresa Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1948.
Para a AFPF, a chance de salvamento da Locomotiva ALCO FA-1, a Biriba, seria sua retirada do pátio ferroviário da Estação Leopoldina para ser levada para o pátio ferroviário da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – ABPF, entidade co-irmã da AFPF, na Cidade de Cruzeiro, no estado de São Paulo.
A Locomotiva é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) que qualquer iniciativa e/ou patrocínio que possa agregar na preservação do acervo é bem-vindo e não existe um impedimento para isso, contanto que todas as instituições envolvidas tenham conhecimento – e se for o caso – autorizem a ação”.
E. F. Therezópolis 1908-1919 E. F. Central do Brasil 1919-1957 E. F. Leopoldina 1957 Em minhas incessantes caminhadas pelo seu leito venho decifrando pergaminhos históricos
Estas duas fotos a boca da galeria saia dentro do terreno da extinta fabrica Sudamtex que no data de minhas pesquisas encontrava-se soterrada
Abaixo boca do túnel da antiga fábrica Sudamtex da Estrada de Ferro Terezópolis ainda com trilhos e trafego ferroviário Foto:memoriateresopolis Instagram
Com a galeria terreno da fabrica Sudamtex já desbloqueada
A Baldwin AS-616foi uma Locomotiva - Diesel - Elétricado tipo "Switcher" — ou seja, foi projetada para serviços de linhae de manobras.
Foram fabricadas pela Baldwin Locomotive Works, junto com as Baldwin - Whitcomb, sendo as únicas locomotivas diesel-elétricas produzidas pela Baldwin para o Brasil.
Ao todo foram produzidas 221 locomotivas AS-616 (sendo 7 unidades tipo 'B'), que foram utilizadas principalmente nos EUA, entretanto foram vendidas 20 unidades para o Ferrocarriles Nacionales de México - Mexico, 9 unidades para Orinoco Mining Comapny (US Steel) - Venezuela e 37 unidades para o Brasil, compradas pela ESTRADA de FERRO CENTRAL do Brasil e REDE DE VIAÇÃO PARANÁ SANTA CATARINA.
O equipamento elétrico era de fornecimento da Westinghouse, tanto o gerador de tração como os motores de tração.
O motor era o Baldwin 606 A turbo-alimentado de 8 cilindros e 1979 polegadas cúbicas.
Todas as locomotivas que vieram para o Brasil estava equipadas com MU (tração múltipla) para acoplamento de até 3 unidades.
Ela detém o privilégio de ser a primeira máquina com truque "C", para serviços de linha, juntamente com a Alco GE de 1.600 HP (tipo híbrido, parte mecânica Alco e parte elétrica GE), tanto em bitola métrica como larga.
Existiu 2 versões da AS-616, uma para bitola de 1,6m e outra para 1,0 metro. Em termos de potência são idênticas, mas externamente possuem diferenças significativas.
No Brasil receberam o apelido de Espanta Demônio devido a sua aparência.
AS-616
As AS-616 começaram a ser exportadas em 1951 e neste mesmo ano a Central do Brasil encomendou 32 unidades, sendo 12 para bitola de 1,6 metro e 20 para a de 1,0 metro.
A única modificação básica do modelo doméstico americano (bitola de 1,435 m) para o nosso foi o alargamento do truque para a bitola larga. Foram equipadas com freio dinâmico no nariz curto.
Elas entraram em serviço inicialmente na região de Barra do Pirai (RJ), para operar com trens de minério. Chegaram a formar trens na linha do Centro com 4700 toneladas entre Conselheiro Lafaiete e Santos Dumont e 5400 toneladas até Volta Redonda.
Foram as primeiras locomotivas a serem operadas no sistema de "tração distribuída", aonde foram empregadas três AS-616 na frente do trem e dus no meio, tracionando 80 vagões de minério, totalizando 8840 toneladas.
Posteriormente, foram transferidas para serviços de manobra nos pátios e linhas de subúrbio e, finalmente, foram transferidas (já no fim de sua vida) para a ex-Divisão Especial de Subúrbios do Grande Rio, atualmente CBTU
O "E" das AS-616E significa "export", isso porque foram modificadas para bitolas estreitas existentes fora dos EUA. Estas 20 unidades foram a maior encomenda de AS-616E que a Baldwin recebeu.
Inicialmente foram designadas para operar em Belo Horizonte (MG), no trecho de bitola métrica da Central do Brasil, para puxar trens cargueiros, e posteriormente para serviços de manobras nos pátios. Também operaram na região de Montes Claros, norte de Minas Gerais.
A Paraná – Santa Catarina encomendou suas AS-616E em 1953, baseada nas informações da EFCB e também porque necessitava de uma máquina com bom desempenho, e foram operar na região de Ourinhos– Curitiba-(PR).
Estas máquinas eram idênticas às da Central, apenas com a inclusão do freio a vácuo para a composição.
Entretanto, estas locomotivas não se adaptaram às condições da via permanente da RVPSC (segundo informações colhidas, ela "abria a linha", devido ao peso) e tiveram vida curta, sendo trocadas por locomotivas GE tipo Cooper-Bessemer C+C da EF Sorocabana
A Sorocabana possuiu 15 AS616E, sendo 10 compradas da Central do Brasil em 1954 e 5 da RVPSC que foram trocadas por 10 locomotivas GE C+C de 660 HP. Esta troca foi efetuada em 1955 (4 máquinas) e 1956 (6 máquinas).
Na Sorocabana, operaram inicialmente na linha tronco entre Assis (final da eletrificação) e Presidente Prudente, tracionando carga e passageiros.
Posteriormente, foram transferidas para a Baixada Santista, operando inclusive na linha Mairinque – \santos (SP), onde gozavam de ótima reputação. Segundo os maquinistas, as Baldwin "não choravam na rampa".
Elas ficaram conhecidas como "papo-amarelo", pois chegaram na EFS ainda nas cores originais da Central, que eram o azul colonial para o corpo e amarelo cromo para a frente e traseira. Posteriormente, foram pintadas nas cores da Sorocabana, verde colonial, branco para as faixas e cinza para faixa.
A última AS-616 a ser baixada foi a 3408 da FEPASA, que só parou de circular por falta de peças de reposição, sendo abandonada.
Referências
Centro-Oeste nº 20 (março-1987) - Baldwin AS 616nas ferrovias Brasileiras Modelando uma AS-616 da RVPSC - (1) AS616 E RVPSCAS 616 MR 2101A. - JEAN-DENIS BACHAND.AS 616 (em inglês)
Locomotiva AS-616 da EFCB nº 3374 ainda na fábrica da Baldwin recebendo os detalhes finais antes de ser entregue ao Brasil.
Propulsão
Diesel-Elétrica
Fabricante
Baldwin - Whitcom
Número de série
75725 a 75773
Modelo
AS-616 e AS-616E
Ano de fabricação
1953 1953 1954
Locomotivas fabricadas
AS616: 12 AS616E: 25
ClassificaçãoAAR
C-C
Tipo de serviço
Misto
Características
Bitola
AS616: 1.600 mm AS616E: 1.000 mm
Tipo de truques
AS616: Trimount Type Normal AS616E: Trimount Type & Floating Bolster
Diâmetro das rodas
AS616: 1.067 mm (40") AS616E: 9.144 mm (36")
Distância entre eixos
Internos: AS616: 2.223 mm AS616E: 1.805 mm Externos: AS616: 1.740 mm AS616E: 2.009 mm
Categorias: Locomotivas diesel elétricas Locomotivas da Baldwin Locomotivas C-C Locomotivas introduzidas em 1950 Locomotivas da Rede de Viação Paraná Santa Catarina
RJ 125 ANTIGO LEITO FERROVIÁRIO DA ESTRADA DE FERRO MELHORAMENTOS PONTE SOBRE O RIO SANTANA E FABRICADADA NOS ESTADOS UNIDOS DA AMERICA ANO 1941 LOCALIDADE DE SANTA BRANCA MUNICIPIO MIGUEL PEREIRA MINHAS LENTES RIO DE JANEIRO BRASIL