"O TRABALHO DIGNIFICA O HOMEM"

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sábado, 20 de outubro de 2012

ALMANAQUE GERAL FERROVIÁRIO "FNV – FÁBRICA NACIONAL DE VAGÕES"


Carro de Passageiros da Fábrica Nacional de Vagões. Empresa vendo a estagnação do setor ferroviário, diversificou os negócios: rodas e chassis para ônibus e caminhões, rolos compressores para asfalto, usinas, guindastes, escavadeiras, tratores, implementos marítimos para a exploração de petróleo entre outros negócios fizeram da FNV uma das principais fábricas brasileiras
Quando alguém fala em indústrias nacionais do setor ferroviário que atuaram neste segmento logo vêm à cabeça nomes como Mafersa e Cobrasma.
Estas empresas, nos anos de 1980, quando o mercado de ônibus se aquecia pe o setor ferroviário enfrentava sua maior estagnação, para terem sobrevida decidiram participar do lucrativo ramo de transportes coletivos sobre pneus. Aliás, entre os anos de 1980 e 1990, o que não faltou foi o surgimento de encarroçadoras no País: Engerauto, MOV, Jotave. Algumas empresas vinham também do setor de produção de implementos rodoviários para carga.
Apesar da inflação dos anos de 1980 e início dos anos de 1990, que corroeu os ganhos das empresas de ônibus, com aumento de custos, política tarifária de aumentos contidos e evasão de passageiros, o setor de transporte coletivo urbano e rodoviário ia melhor que outros segmentos.
Além disso, foi nesta época que algumas cidades começaram a reformular seus sistemas de transportes em especial as administradas pelo PT – Partido dos Trabalhadores, que tendiam para a “municipalização”. O poder público tinha uma maior interferência sobre o sistema, mas não controle total, por isso o termo municipalização é equivocado, e as empresas de ônibus eram obrigadas, para serem contratadas, a trocar e renovar as frotas de ônibus.
O momento era bom para os ônibus.
A Mafersa e a Cobrasma colocaram no mercado produtos de referência. Mesclavam a tecnologia ferroviária que tinham com as necessidades da operação urbana e rodoviária.
Os produtos eram bons. Bons até demais e considerados caros. Não tiveram o mesmo percentual do mercado que os ônibus das encarroçadoras tradicionais.
Eram produtos bons, mas não perfeitos. Trincas e partes de maior oxidação foram apontados pelos fortistas.
Quem pensou em Mafersa e Cobrasma como ferroviárias que entraram no setor de ônibus não está errado.
Mas há exemplos bem anteriores.
Um dos mais antigos é o da FNV – Fábrica Nacional de Vagões.
A FNV foi uma empresa estatal, criada pelo Governo Federal de Getúlio Dorneles Vargas, em 1943.
O objetivo era fortalecer a indústria nacional e a ferrovia no Brasil com capital e mão de obra brasileiros.
Inicialmente, fabricava vagões de carga de madeira.
Para se ter uma ideia, em 1943, o Brasil contava com 44 estradas de ferro e 46.863 vagões.
A criação da Fábrica Nacional de Vagões não foi apenas governamental. Estiveram à frente da composição inicial da FNV os empresários Roberto Simonsen Filho, José Burlamaqui de Andrade e Othon Alves Barcellos Correa. A inauguração oficial foi em 22 de outubro de 1943. A FNV é considerada a primeira indústria nacional do segmento ferroviário.
A empresa foi instalada nas antigas oficinas da Pullman Stanrd Car Co, no Rio de Janeiro, a 20 minutos da Estrada de Ferro Central do Brasil. O local começou a ser conhecido como “Oficinas de Doedoro”.
Vale ressaltar que a Fábrica Nacional de Vagões, num contexto internacional, foi criada também como reflexo da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).
A maior parte das ferrovias no Brasil importava os vagões principalmente dos Estados Unidos que concentravam todos os seus esforços industriais para a Guerra e não atendiam à demanda brasileira.
O Brasil tinha de se virar para construir vagões. E a Fábrica Nacional de Vagões veio para dar esta resposta.
Inicialmente, os produtos eram de madeira, já que não havia abundância de chapas.
No Brasil, a fundição em escala praticamente inexistia. As longarinas, cantoneiras e outras peças de ferro que compunham um vagão eram importadas dos Estados Unidos. Existia nos anos de 1940 apenas uma empresa de fundição de grande porte no Brasil, a Sofunge que fazia rodas de ferro fundido coquihado.
Dois anos depois de sua fundação, a Fábrica Nacional de Vagões se mudou para o município de Cruzeiro, no interior de São Paulo, ocupando as oficinas da Rede de Viação Sul Mineira, que tinham deixado o local em 1936 para ocuparem novas instalações em Minas Gerais.
As oficinas de Deodoro, no Rio de Janeiro, continuaram a operar como apoio até os anos de 1960.
Logo no início de suas operações, a Fábrica Nacional de Vagões Percebeu que a demanda era grande para implementos ferroviários e que não havia oferta nacional para esta demanda.
Um dos primeiros clientes foi o DNEF – Departamento Nacional de Estradas de Ferro que encomendou 80 vagões mistos fechados de 30 toneladas.
As encomendas não paravam.
Em 1946, era a vez da Estrada de Ferro Sorocabana ter os produtos da FNV e em 1947, a empresa fez vagões tanques para a Standard Oil Company.
No ano de 1948, a empresa começou a fazer os primeiros vagões com estrutura metálica.

Símbolo, fundido em aço, da FNV em vagão. Os produtos da empresa eram considerados de qualidade a ponto de interessarem investidores internacionais. Em 1974, a FNV forneceu 300 chassis para o metrô de Washington
No ano seguinte, era a vez de os carros (vagões) serem feitos de aço. Neste mesmo ano, em 1949, a Fábrica Nacional de Vagões entrava para um setor que crescia: o de ônibus. As estradas se expandiam assim cimo a população. As linhas de trem não chegavam a todas as ocupações urbanas que com o crescimento populacional e da especulação imobiliária se afastavam mais das linhas férreas e estações. Nem havia condições, mesmo se existisse um programa de investimento ferroviário. Em alguns lugares, por conta do difícil acesso e de condições geográficas irregulares, só veículos flexíveis poderiam servir à população, no caso os ônibus. No anúncio deste ano, a Fábrica Nacional de Vagões mostrava que sua carroceria não devia nada aos modelos de ônibus estrangeiros. Isso porque, em 1949, a indústria de ônibus no Brasil era quase inexistente também. Havia a encarroçadora Irmãos Grassi, que apesar de ter feito o primeiro ônibus de sua história em 1910 para a Hospedaria dos Imigrantes, começou a produzir em escala em 1923. As grandes fabricantes de carroceria de hoje estavam ainda em formação: a Marcopolo (Nicola) foi fundada em 6 de agosto de 1949, a CAIO começou a operar em 19 de dezembro de 1945 e Busscar (Nielson) foi fundada em 17 de setembro de 1946, mas só construiu o primeiro ônibus em 1949. O mercado de carrocerias de ônibus era formado por estas recém criadas empresas e por incontáveis oficinas artesanais que encarroçavam estruturas de madeira para passageiros em chassis de caminhões. As empresas de ônibus maiores e que queriam oferecer um serviço mais qualificado ao passageiro tinham de importar veículos, em especial da Inglaterra e dos Estados Unidos. Por isso que no anúncio que abre esta matéria, a Fábrica Nacional de Vagões enfatizava a qualidade do produto nacional com o seguinte texto:
“FÁBRICA NACIONAL DE VAGÕES S/A. Capital Social: Cr$: 50.000.000,00 Sede: Rua 24 de maio, 250 – 14º andar – Telefone: 4-4186 Oficinas: CRUZEIRO – ESTADO DE SÃO PAULO MARECHAL HERMES – DISTIRTO FEDERAL
A Fábrica Nacional de Vagões S.A. constrói o ônibus cem por cento brasileiro que compete em qualidade e segurança com os similares estrangeiros. 2.674 vagões construídos FÁBRICA NACIONAL DE VAGÕES S.A”
Os ônibus da Fábrica Nacional de Vagões não chegaram a liderar o mercado, mas tiveram presença nas cidades do Sudeste em algumas frotas. À época se dizia que a qualidade era boa, os ônibus, apesar de “quadradões” como os vagões eram resistentes, mas ironicamente como os ônibus da Mafersa e da Cobrasma nos anos de 1980 e 1990, caros para os padrões do mercado de ônibus. Muitos acreditam que seja uma questão cultural da indústria ferroviária: fazer produtos de qualidade para durarem. Afinal, as condições de operação dos trens, em sua maioria, são bem melhores que dos ônibus: as linhas são fixas, as inclinações não são tão acentuadas e não há buracos ou desníveis significativos. Já o ônibus era diferente. Ainda mais naquela época, porém nos dias de hoje também, os veículos enfrentam buracos, ruas de terra, atoleiros, subidas, descidas íngremes, pára e anda constantes, riscos de colisão. Assim, desde o início, os donos de ônibus eram conscientes de que era necessário ter um produto de boa qualidade, mas que pelas condições de uso se desgastaria logo. Assim, a vida útil fatalmente seria menor. O preço então não poderia ser muito alto e a manutenção mais fácil e barata.
No final dos anos de 1950, com o governo desenvolvimentista de Juscelino Kubitscheck, a prioridade de investimentos foi dada à indústria automobilística e conseqüentemente à expansão de rodovias.
A Fábrica Nacional de Vagões não se furtou à nova realidade e aproveitou o momento. Em 1954 lançou os rolos compressores Huber para a pavimentação de rodovias e avenidas.
A Fábrica Nacional de Vagões foi uma das primeiras indústrias a serem homologadas pelo GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística a produzir rodas para caminhões e ônibus.
O material começou a ser feito no segundo semestre de 1958.
Em 1959, sob licença da Barber Greene do Brasil, a FNV começa a investir em usinas e caldeiras para a fabricação de asfalto.
Mesmo assim, o ramo ferroviário não foi deixado de lado.
De vagões para carga, nos anos de 1960, a FNV partia para a construção de carros de passageiros para trens, do tipo convencional, carro correio, carro restaurante, carros de luxo entre outros.
Estruturas para pontes, silos para cereais, reservatórios de combustíveis, estruturas pré fabricadas para construções civis também faziam parte dos negócios.
Nos anos de 1960, a FNV entra para a história dos ônibus, ao fabricar 90% dos aros de rodas para caminhões e veículos de transportes coletivos (basicamente os chassis de caminhões eram usados para serem encarroçados por ônibus);
Em 1965, a FNV se destacava também no setor de maquinário. Eram produzidos tratores de esteira Bucyrus e retroescavadeiras.
Em 1970, a Fábrica Nacional de Vagões entra para o ramo de fundição.
E isso aproxima mais ainda a empresa da história dos ônibus.
De início, suas prensas atendiam a própria demanda para escavadeiras e guindastes. Eram duas prensas de 3 mil toneladas cada, consideradas as maiores da América Latina.

Em 1972, a Fábrica Nacional de Vagões importou dos Estados Unidos a prensa Clearing, de 5200 toneladas, para fundir longarinas de chassis de caminhões pesados e ônibus.
No ano de 1973, enquanto o Metrô no Brasil era um projeto que estava nascendo, a Fábrica Nacional de Vagões, num contrato firmado com a ROHR, forneceu 300 chassis para o Metrô de Washington.
Os anos de 1970 seguiram com novidades e tecnologias para o setor de vagões e carros ferroviários, com a inauguração da Viaturas FNV Fruehauf, em Pindaminhangaba, e com o fornecimento pela empresa de equipamentos para plataformas marítimas para a exploração de Petróleo.
Depois de vários negócios, em 1983 a FNV – Fábrica Nacional de Vagões foi adquirida pela Engesa – Engenheiros Especializados S.A.
Nesta época, a empresa aprimorou os processos de produção, sendo capas de fazer materiais mais leves e resistentes.
No ano de 1990, a FNV foi adquira pelo grupo brasileiro Iochpe, do empresário Ivoncy Iochpe.
A compra ocorreu no período de abandono da indústria ferroviária no Brasil, em suas maiores crises. Poderia ser loucura de Iochpe. Mas a empresa estava estruturada no ramo de fundições.
As linhas de produtos ferroviários não foram paradas na empresa, mas o setor de autopeças era a grande fonte de recursos, principalmente a voltada para ônibus e caminhões.
Em 1994 fazia longarinas para os chassis da S 10 e Blazer, da GM, para o F 1000 e F 4000 da Ford e para a linha de ônibus e caminhões da Mercedes Benz.
Com o início das atividades da Volkswagen em Resende, no Rio de Janeiro, para a produção de ônibus e caminhões da marca alemã, foi implantado no local o conceito de produção modular. Para facilitar a fabricação dos veículos e diminuir custos com estoque e transportes, as principais fabricantes dos componentes dos ônibus e caminhões faziam parte do parque fabril da Volkswagen.
A Iochpe, ex FNV – Fábrica Nacional de Vagões, junto com a Borlem conquistou o direito de operar dois dos sete módulos que foram colocados à disposição de interessados em concorrência internacional.
A empresa fornecia peças para os chassis e conjuntos de rodas e pneus.
A FNV também exportava rodas para caminhões e ônibus. Os maiores clientes internacionais eram Maitenance e Mack Trucks, dos Estados Unidos. No México, a principal cliente era a DINA, principal fornecedora de ônibus e caminhões local.
No ano 2000 foi criada uma joint venture entre a Iochpe Maxion e a norte americana Asmed Maxion.
Os negócios cresceram. Em 2001, com a entrada no mercado da Maxion Componentes Estruturais, o grupo começou a fazer peças estampadas para automóveis. Um dos desataques foram os componentes da carroceria do carro Toyota Corolla.
No mesmo ano, o grupo forneceu peças para a Caterpillar nos Estados Unidos e Gianetti da Itália, quando a Borlem do Brasil S.A. transferiu sua produção de rodas de máquinas agrícolas e veículos fora de estrada para a Maxion.
Todo este império começou da necessidade brasileira pelos transportes. Inicialmente de cargas, de passageiros nos trilhos e passageiros nos ônibus, o que mostra a importância do setor e como é pela história dos transportes que verdadeiros orgulhos brasileiros são constituídos, como a FNV – Fábrica Nacional de Vagões.



Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

    




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

ALMANAQUE GERAL FERROVIÁRIO "Patrimônio histórico das ferrovias brasileiras sendo leiloado com valor nobre"


Comecei a fazer pesquisas no Google sobre Ferrovias e eis que acho algo improvável: um site que está leiloando reliquias das ferrovias brasileiras. Trata-se do Imperador Leilões. Lá vocês verão verdadeiras reliquias como locomotivas a vapor, vagões de madeira, mobiliário e equipamentos ferroviários antigos que deveriam está no minimo estar em algum passeio turistico de cada cidade brasileira. Material esse que foi de grandes ferrovias brasileiras como a Sorocabana, São Paulo Railway, Leopoldina Railway,Central do Brasil, RMV e outras. Apesar de me entristecer de ver um patrimonio sendo vendido, não sendo exposto permanentemente como material de museu e mesmo andando como trem turistico, este site vende estes  a preços que ultrapassam a um apartamento na Barra da Tijuca no mínimo de R$300,000.00, o que mostra o quanto o material de nossa ferrovia tem valor e que felizmente não é valor de sucata e sim valor histórico, o que é o mais importante e feliz nisso tudo.
Isso mostra que também que o brasileiro valoriza a ferrovia por mais a industria automolistica tente sufoca-la, a sua importancia na memória do povo e o sonho que muitos tem de ver as ferrovias funcionando como no passado. Ainda mais hoje com problemas de engarrafamentos, acidentes, violência urbana que tanto assola a vida do brasileiro e que no transporte ferroviario, no caso desta última tem como ser controlado e descoberto como acontece no transporte aéreo. Acessem o site e vejam como o patrimonio ferroviario brasileiro possui um valor inestimavel e que ainda pode nos dar muitas alegrias no futuro. E só!


Imperador Leilões


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quarta-feira, 18 de julho de 2012

ALMANAQUE GERAL FERROVIÁRIO "PONTE METROVIÁRIA RJ"

Ligação da linha 2 do Metrô superfície com a linha 1 na estação Central do Brasil passando pela estação Cidade Nova, este arco foi construído sobre o canal do mangue e Av Francisco Bicalho, seu arrojado desenho foi uma opção do governo do estado RJ, o projeto original do metrô depois da estação São Cristóvão por baixo chegar até a Carioca, passando pelas estações Estácio já construída que tem ligação com a linha 1 faltando construir até a estação Cruz Vermelha chegando a estação Carioca.

Ponte Metroviária em Arco Metálico – Rio de Janeiro / RJ Fotos "exclusivas" minhas lentes outras  fotos publicadas em:

sábado, 26 de maio de 2012

ALMANAQUE GERAL FERROVIÁRIO "El Transcantábrico - O luxo nos caminhos de Ferro da Espanha"


Inaugurado em 1983, o EL TRANSCANTÁBRICO foi o primeiro comboio de passageiros da Espanha. O luxuoso comboio comporta 52 passageiros, A viagem dura oito dias e sete noites, passando por lugares históricos na Espanha. Uma caracteristica do El Transcantábrico é que ele não viaja durante a noite, para garantir a tranquilidade dos passageiros. Os que não gostarem de dormir cedo podem aproveitar a noite no pub, localizado em um dos quatro vagões destinados ao lazer e entretenimento. Atualmente são dois comboios que operam ao mesmo tempo. Enquanto um inicia a viagem a partir de Santiago de Compostela, o outro sai de León entre cidades e vilas por onde o comboio passa poderá ouvir as explicações dos guias para não perder nenhum detalhe da viagem.



As Suites

Em cada suite do Transcantabrico o cliente tem um espaço projetado especialmente para relaxamento e privacidade acomodados em 26 suites, todas com televisão, DVD, Ar condicionado, som e WC com hidromassagem e sauna. O viajante pode dormir com conforto ou quando o trem pára na estação e permite que aqueles desejam sair a noite para desfrutar da vida noturna da cidade Cada suite tem banheira cheia de equipamentos, a corrente elétrica é 220 Volts, uma grande janela, no quarto e no banheiro, você pode apreciar a paisagem, internamente o trem é ligado ao longo permitindo a passagem livre por dentro dele.


Imagine oito dias e sete noites de viagem neste trem
O transcantábrico de luxe copreende sete travessas, quatro carros de salão, e um carro de cozinha,(complementado com televisores, videoteca, e biblioteca), uma sala de jantar e sala de jantar e sala de estar onde você pode saborear a melhor gastronomia típica de cada zona que se recorre do cfé da manhã ao jantar ou um aperitivo, sobremesas, um pub onde todas as noites de musica ao vivo de vários festivais, e uma sala onde todas as noites de musicas ao vivo e várias partes do mundo, um salão atraente com tv e video
 sala de jantar e área de estar, onde voce pode provar o melhor da culinária de cada área que vai de pequeno almoço para o jantar ou do aperitivo a sobremesa.


sábado, 5 de maio de 2012

ALMANAQUE GERAL FERROVIÁRIO "ESTAÇÃO FRANCISCO SÁ"

ESTAÇÃO FRANCISCO SÁ: ESTADO ATUAL 04/05/2012 DEMOLIDA

Um passado histórico Estrada de Ferro rio do Ouro foi construida para cuidar dos reservatórios do abastecimento de parte da cidade do Rio de Janeiro e foi aberta ao tráfego de passageiros em 1883 inicialmente saia do Caju, depois em (1922)  passou a ter como no inicio a estação de Francisco Sá o seu curso inicial foi alterado e ela passou a acompanhar  de muito próximo a linha auxiliar até a estação de Del Castilho, quando se separavam as linhas, Na estação Pavuna elas voltavam a se encontrar, o trecho final até Belford Roxo, era compartilhado com os trens metropolitanos da linha auxiliar (depois da Leopoldina) em bitola mista. A Rio de Ouro encampada pela Central nos anos de 1920 tinha varios ramais e trens deles sobreviveram como trens de suburbio até a mesma época da desativação da linha - tronco: Os ramais de Xerem do Tingua e de São Pedro (Jaceruba) Parte da sua linha - tronco foi utilizada na construção da Linha 2 do Metrô do Rio de Janeiro, Os trens da Rio do Ouro eram a vapor embora passaram a serem feitos com locomotivas a diesel, chegou a ser eletrificada com saidas com composição Tue Serie 100 que logo deixaram de circular seguindo a desativação da estação Francisco Sá em 1970 - Depois de anos abandonada ainda perto dos trilhos da Leopoldina, teve sua demolição iniciada em 04/05/2012 já na mão da Super Via e seu dono Norberto Odebrecht.


Foto acima acervo Hugo Caramuru 
Composição "Série 100", partindo da estação Francisco Sá entre Barão de Mauá e São Cristovão, como estação terminal que servia preferencialmente aos trens com destino as estações da Linha Auxiliar.


 FOTOS FEITAS POR MINHAS LENTES NO LINK ABAIXO
https://www.facebook.com/luizfelipe.lopesdias/media_set?set=a.718000328285921.1073741957.100002278828310&type=3

domingo, 4 de março de 2012

ALMANAQUE GERAL FERROVIÁRIO "Futuro sem TAV"


Então tá. O TAV foi mal estudado, ninguém sabe ao certo quanto vai custar, o BNDES vai botar um dinheirão, Campo de Marte não serve como terminal em São Paulo… que mais? Ah, no Brasil faltam escolas, hospitais, metrôs e uma porção de outras coisas mais urgentes e mais baratas. E, pecado imperdoável, o governo garantia no princípio que o TAV seria privado, e hoje se vê que não é nada disso. Como diz nosso Elio Gaspari, “assim, até Eremildo o idiota vai querer montar uma empresa de taxi para a Lua”, etc.
Mas ferroviário tem “lombo duro” (sic Bernardo Figueiredo), e aqui estamos de novo para defender o Trem de Alta Velocidade. Sem discutir, mas com um único argumento: como é que as pessoas vão se deslocar dentro de 10 anos entre Rio e São Paulo, as duas maiores regiões metropolitanas do país, e que representam, com o Vale do Paraíba e Campinas, 20 % da população brasileira e 33 % do PIB, sem um trem de alta velocidade?
Santos Dumont e Congonhas estão saturados, ou quase. Desde 2000, segundo as estatísticas da ANAC (que vão até 2009) o tráfego entre os dois aeroportos não consegue passar de 3,4 milhões de passageiros/ano. Como nenhum dos dois aeroportos pode ser ampliado — Santos Dumont porque está dentro da Baía da Guanabara, e Congonhas porque está no meio da cidade de São Paulo — a saída será mandar os passageiros para os aeroportos mais afastados, como já está acontecendo. Expulsos pelo leilão de poltronas da Ponte Aérea — um bilhete de ida para as 18 horas comprado de véspera pela TAM custa R$ 890,00 — os passageiros se resignam a perder mais que o tempo de vôo para chegar ou sair de Guarulhos, Viracopos ou Galeão. Nos 10 anos de 2000 a 2009, o movimento de passageiros Guarulhos-Santos Dumont-Guarulhos cresceu 33 vezes.
Um cenário provável sem o TAV é portanto uma Ponte Aérea cada vez mais cara e uma massa de passageiros nos aeroportos periféricos – e as vias de acesso que os servem. É suportável? Sim, é suportável. A capacidade de tolerância do ser humano vai até a morte.
Falando em morte, outro cenário provável sem o TAV é que os limites do transporte aéreo levem mais gente a optar pela Dutra, onde, no ano passado, segundo a concessionária Nova Dutra, morreram 204 pessoas. Um Airbus por ano, contando os tripulantes. Que se caísse no Rio ou em São Paulo iria mudar o cenário rapidamente a favor do trem. Mas como é na rodovia, ninguém liga. Mortes nas rodovias fazem parte do nosso cotidiano. A situação hoje na Dutra é parecida com a de Congonhas e Santos Dumont: mais carros, ônibus e caminhões do que comporta a via. No entanto, diferente dos aeroportos, não existe agência reguladora para limitar o número de veículos. De modo que, sem o trem, a previsão do estudo da Halcrow é que, até 2014, o número de passageiros que viajam entre as duas capitais cresça 45,6 %.
Um terceiro cenário sem o TAV e que Rio e São Paulo continuarão ganhando população e perdendo qualidade de vida. Não porque seus habitantes querem, mas pela impossibilidade de trabalhar na cidade e morar fora. Segundo o censo de 2010, a população do município do Rio de Janeiro cresceu 7,9 % nos últimos 10 anos, e a de São Paulo 7, 8 %. No mesmo período, segundo o site G1, baseado em dados do Denatran, a frota de automóveis cresceu 47 % em São Paulo e 34 % no Rio. É o império da irracionalidade, sustentado pela falta de transporte público de um lado e pelo apetite descontrolado da indústria automobilística do outro. Entre os dois fica a população, vendo os anúncios da TV.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

ALMANAQUE GERAL FERROVIÁRIO “Pacific 231″ Ano: 1949"

“Pacific 231″ Locomotiva a vapor que bateu recordes de velocidade no início do século XX Diretor: Jean Mitry
Filme de Jean Mitry, que ganhou um prêmio no festival de Cannes e marcou época no mundo do cinema.  de Arthur Honegger sugeriu o tema para um exercício muito original do realizador cinematográfico Jean Mitry. Como ele declara no aviso com que inicia o filme, “não se trata de um documentário”. De fato, muitas imagens do filme são cadências abstratas de mecanismos, vistas não identificáveis de paisagens a desfilar, coreografias de carris a curvar ou a cruzarem-se, filmados a partir da locomotiva. O filme é um estudo impressionista, um apontamento de impressões visuais induzidas pela música de Honegger. Dura 11 minutos e o poema sinfônico, executado sem interrupções, preenche a maior parte do tempo. Tal como na música, a locomotiva é a grande personagem. Ela vive numa paisagem humanizada, mas a única figura humana que surge no écran é o fogueiro, durante três segundos.
 (Fonte: Música de Caminho de Ferro)